Fundação Joaquim Nabuco

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Fundaj recebe seminário sobre a cultura da violência contra a mulher

De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, cerca de 27 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar no estado, de janeiro a outubro de 2017. Já o número de estupros no mesmo período do ano chegou a 1.739 e segue em crescimento. Por conta dos dados alarmantes no estado, a Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), realiza na próxima segunda-feira (11) o seminário “A culpa não é delas: A cultura da violência contra a mulher”. O evento ocorre na sala Calouste Gulbenkian, em Casa Forte, a partir das 9h, com entrada gratuita.

A intenção do seminário é causar uma reflexão a partir da série jornalística “A culpa não é delas”, produzida pela jornalista Ciara Carvalho, do Jornal do Commercio. O encontro contará com as mesas “Cuidado e prevenção à cultura da violência”, “Cultura da violência em Pernambuco” e “Cultura da violência contra mulheres no Brasil”.

A proposta da Fundaj é tornar as pautas femininas mais visíveis para a sociedade, já que os altos índices de violência limita a liberdade das mulheres de viverem em um local seguro. “A iniciativa da Fundação é fundamental nesse momento de retrocesso que estamos vivendo. Precisamos conversar sobre algumas questões estruturais que limita nosso viver”, afirmou Marília Montenegro, professora de Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e uma das palestrantes convidadas.

A professora acredita que essa discussão deve começar dentro de casa e nas escolas, já que vivemos em uma sociedade que tem como base conceitos patriarcais e extremamente machistas. Ela também irá falar sobre os 11 anos da Lei Maria da Penha. “Farei uma análise sobre o que conseguimos alcançar e dialogar um pouco sobre como investimos na punição, mas não na prevenção.”

O seminário também é importante para desenvolver propostas e apresentá-las à sociedade civil organizada, já que é preciso pensar em ideias para tentar diminuir a violência contra as mulheres. “Como militante feminista, eu vejo muita agitação em torno da pauta e muita iniciativa, mas temos que colocar em prática a discussão e isso é um passo difícil. Precisamos mudar esse quadro e saber para onde vamos após falar sobre o problema”, ressaltou Camila Fernandes, cientista social da Rede Meu Recife.

 

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