Fundação Joaquim Nabuco

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Amantes de mangás e quadrinhos aprendem técnicas de ilustração com Maurizio Manzo



Arte sequencial, enquadramento, estruturas psicológicas de personagens, luz e por aí vai. A lista do que foi mostrado pelo ilustrador Maurizio Manzo, durante a oficina "Quadrinhos em Quadrinhos", no estande Fundaj/MEC, na bienal, é longa. O ilustrador e designer gráfico italiano, com diversos trabalhos publicados no Brasil, mostrou um pouco das técnicas usadas para construção de quadrinhos e mangás e encantou o público presente.

Todos puderam aplicar o que foi aprendido na oficina, fazendo suas próprias histórias, contando com o auxílio de Maurizio no desenvolvimento da atividade. "A oficina de hoje é uma oficina que muita gente pede, de arte sequencial, quadrinhos e mangás. Criei ela em cima desses pedidos, o aluno aprende a estrutura do mangá e a partir daí pode elaborar sua própria história, criar o roteiro e ir crescendo nisso", explicou o ilustrador.

A estrutura do encontro é feita com dois momentos distintos conduzidos por Manzo. "Primeiro eu faço uma projeção onde eu mostro um pouco da história do mangá moderno e um pouco de arte sequencial e tópicos em relação com o cinema  e quadrinho, para mostrar enquadramento, ritmo, movimento e até estrutura psicológica do personagens, comportamentos, luz. Com essa estrutura eles começam a elaborar e desenvolver as ideias e os desenhos. O público que gosta de quadrinhos é muito interesssante, são apaixonados mesmo. Se deixar a gente passa o dia aqui com eles", aponta Maurizio.

E não é exagero do ilustrador. A oficina contou com grande presença dos fãs de mangás e quadrinhos, que aproveitaram a atividade para se familiarizar com os processos que normalmente só enxergam prontos, nas obras publicadas. Para o estudante Anderson Lima, por exemplo, o contato com os mangás começou por meio de desenhos animados como Naruto, que serviu como inspiração e ponte para o contato com outras histórias japonesas. "O mangá inspirou vários jovens a desenhar, acho uma experiência muito incrível e emocionante", resumiu. "Gostei muito porque me fez lembrar dos Mangás que eu tenho em casa, que foi o que me inspirou a amar esse mundo", apontou o também estudante Michel Gomes.

Para a chefe de gabinete da Fundaj, Joana Cavalcanti, a oficina exerceu um papel importante na formação dos que estiveram presentes no estande Fundaj/MEC. " É importante formar leitores com capacidade de ver. Não só o 'ver' de olhar, mas de saber como ver. Para nós, é uma honra receber um ilustrador com o gabarito do Murizio Manzo", afirmou.

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