Fundação Joaquim Nabuco

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Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Meca), da Fundaj, inicia exposição “Bandeiras da Revolução”

Em alusão ao bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, a Fundação Joaquim Nabuco, por meio de sua Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte – MECA, apresenta a exposição As Bandeiras da Revolução – Pernambuco 1817/2017, que vai ocupar a Galeria Massangana a partir do próximo sábado (7) até 3 de dezembro.

Com curadoria de Moacir dos Anjos e do escritor pernambucano José Luiz Passos, a mostra propõe novas leituras sobre a atualidade da Revolução de 1817 a partir de três núcleos distintos que se entrelaçam: documentos históricos sobre a bandeira do levante republicano - que se tornou a bandeira oficinal de Pernambuco desde 1917 -,obras de 12 artistas visuais contemporâneos e bandeiras de movimentos sociais.  

A Revolução Pernambucana de 1817 foi a primeira tentativa vitoriosa de instalar a forma republicana de governo no Brasil. Seus ideais incluíam não somente a luta pela emancipação do Império Português, mas também a promoção da igualdade de direitos entre os habitantes do país. Também estava na pauta dos revolucionários a defesa da abolição da escravatura e a consequente inclusão de significativa parcela da população negra que vivia então no Brasil.  

De acordo com o curador Moacir dos Anjos, a exposição sugere "uma brincadeira com o duplo sentido da palavra bandeira: seja como estandarte, objeto e também a bandeira no sentido de demanda, de questão." 

Partindo do princípio de que a bandeira da Revolução de 1817 é uma bandeira que chama à luta, e não uma bandeira de paz, a exposição se distancia de uma abordagem pautada na efeméride oficial e resgata o sentido original da bandeira, evocando o símbolo revolucionário e como ele dialoga com as demandas de igualdade existentes na sociedade atual.  

Numa primeira parte, a série de documentos em torno da bandeira - oriundos da coleção do escritor pernambucano José Luiz Passos - contribuem para uma cronologia crítica da Revolução. Os textos evocam o conteúdo emancipador e republicano do movimento, assim como suas tensões e interdições.  

O segundo núcleo da mostra é composto por trabalhos de artistas visuais que se valem da bandeira como suporte ou como ideia para tratar do Brasil atual. São eles: Ana Lira, André Parente, Fábio Tremonte, Frente 3 de Fevereiro, Graziela Kunsch, Jaime Lauriano, Lívia Aquino, Lourival Cuquinha, Marilá Dardot, Paul Setúbal,  Traplev e José Rufino. Segundo Moacir, os trabalhos seguem uma abordagem crítica e, por vezes, também genérica e abstrata acerca do tema. 

"Muitas das obras reconhecem que aqueles ideais de 1817 não foram levados adiante, sendo frustrados, reprimidos e que hoje fazem sentido de alguma maneira porque vivemos uma sociedade desigual, racista, opressora. Outros trabalhos buscam apontar quais seriam as bandeiras atuais."  

O terceiro e último núcleo da exposição é formado por bandeiras criadas por movimentos de origem e abrangência variada, que atualizam demandas de igualdade presentes na Revolução de 1817. Entre as bandeiras expostas estarão, entre outras, as do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Trabalhadores Cristãos, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento Ocupe Estelita, Orgulho LGBT, Orgulho Trans e Movimento Negro Unificado. 

Como forma de articular os três núcleos, estarão ainda expostas, entre as obras, páginas retiradas do livro Antologia Fantástica da República Brasileira, de José Luiz Passos, publicação também disponível para consulta junto a outros textos que tratam do movimento revolucionário pernambucano . 

Atividades extras  

Ao longo do período da exposição, serão realizadas oficinas com os artistas Ana Lira, Graziela Kunsch e Traplev, em datas e locais a serem ainda anunciados. No dia 1º de dezembro será realizado um debate reunindo os curadores da mostra, artistas e estudiosos da Revolução de 1817. O debate será aberto ao público e ocorrerá no auditório Calouste Gulbenkian, na Fundação Joaquim Nabuco, em horário a ser ainda anunciado.  


SERVIÇO
 

Exposição “As Bandeiras da Revolução – Pernambuco 1817/2017”
Galeria Massangana - Fundação Joaquim Nabuco (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte)
Abertura: sábado (7), 15h às 19h
Visitação: 8 de outubro a 3 de dezembro. De terça a sexta, das 8h30 às 17h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h
Entrada gratuita
 

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