Fundação Joaquim Nabuco

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Servidores de Caruaru aprendem a conservar livros e documentos em oficina da Fundaj

Ao final de cada ano letivo, Maria de Fátima Martins tem um desafio. Cabe a ela avaliar se os livros didáticos utilizados pela rede municipal de ensino de Caruaru, no Agreste, apresentam condições de serem reutilizados por mais um ciclo de estudantes. A duração planejada para cada livro é de três anos, porém, nem sempre isso é possível. 

Professora de formação, atuando na Coordenação do Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD), na Secretaria de Educação do município, ela está entre os 16 servidores de bibliotecas públicas de Caruaru que participam, desde a segunda-feira (11) da oficina “Aprendendo a conservar livros e documentos”, promovida pelo Laborarte (Laboratório de Pesquisa, Conversação e Restauração de Documentos e Obras de Arte) da Fundação Joaquim Nabuco, com duração até a sexta-feira (15). 

E, após três dias de aula, já consegue vislumbrar a aplicação das técnicas aprendidas na importante tarefa de conservação dos livros. “A oficina mudou bastante o meu olhar para esse assunto. Hoje, com toda a certeza, não descartarei nenhum livro sem antes tentar conservá-lo. É fantástico termos acesso a esse tipo de aprendizado. No nosso programa cada aluno passa três anos com o livro e, logo depois disso, o livro é passado para outra pessoa. Ou seja, esse cuidado e conservação é necessário”, comenta Maria de Fátima.

A oficina realizada pelo Laborarte oferece instruções teóricas e práticas na área de desinfestação, higienização e acondicionamento de acervos em papel, por meio de aulas ministradas pelos técnicos Salomão Alves Dalzyr e Givaldo José Batista no ateliê de papel, localizado na sede da Fundaj.  

O objetivo é capacitar os servidores e repassar os conhecimentos adquiridos para outros professores e bibliotecários de Caruaru. “Aprendemos aqui e temos a oportunidade de repassar para outras pessoas. As integrantes do curso já estão pensando na criação de uma oficina para conservação e preservação. Uma experiência sem igual”, destaca Maria de Fátima. 

Pensando ainda na locomoção dos participantes, a Fundação disponibiliza durante todo o curso um ônibus para o transporte entre as cidades. “Procuramos facilitar ao máximo o acesso dos participantes ao curso. Além disso, ajustamos a carga horária para 30 horas semanais, ou seja, 6 horas por dia. Um horário bem flexível”, destaca a coordenadora do Laborarte, Ana Elizabeth. 

Para ela, futuramente, o plano é desenvolver um projeto de ‘’Laboratório Itinerante de Conservação e Preservação de documentos e livros”, que abranja municípios mais distantes da capital, onde os servidores não possam fazer viagens diárias. “É uma oficina que vai acontecer todos os anos para atender as necessidades de outros municípios na área de conservação preventiva de acervos em papéis. Ainda não temos previsão, mas está nos nossos planos”, explica.

Para 2018, a expectativa é de que o curso ocorra em parceria com as cidades de Petrolina ou Serra Talhada, ambas no Sertão.


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