Fundação Joaquim Nabuco

  • Full Screen
  • Wide Screen
  • Narrow Screen
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

Pensamento de José Guilherme Merquior foi tema de palestra na Fundaj

Vinte e seis anos depois da sua morte, José Guilherme Merquior se mantém atual, segundo o professor da UFRJ, João Cezar de Castro Rocha, que esteve no Recife (PE), para realizar a palestra O Pensamento de José Guilherme Merquior Como Resposta à Crise da Cultura na sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj/Casa Forte (avenida 17 de agosto, 2187), no dia 13 de setembro. A conferência faz parte do Ciclo de Debates José Guilherme Merquior, que visa resgatar a obra e o pensamento do crítico literário, ensaísta e diplomata carioca, morto, prematuramente (49 anos), em 1991. Merquior, que foi apontado, no final da década de 1970, pelo então ministro da Educação Eduardo Portella, como “a mais fascinante máquina de pensar do Brasil pós-modernista”, lembrou o professor da UFRJ. E que "foi  filósofo, escritor e sociólogo, também, mas que está esquecido, na opinião de João Cezar de Castro Rocha, "por conta da sua posição política, de direita, e por ter adotado o liberalismo e utilizado o ensaísmo como forma estética de linguagem, próximo e parecido do que ocorreu com Gilberto Freyre, na década de 1960".     

O encontro teve como foco principal o pensamento de Merquior como uma resposta à “Crise da Cultura”, termo inicialmente abordado pelo próprio Merquior, em livro de 1972. Para João Cezar de Castro Rocha, doutor em Literatura pela Universidade Federal  do Rio de Janeiro (UERJ) e palestrante do evento, porém, mesmo com o passar de décadas, essas ideias não envelheceram, muito pelo contrário. “O mundo em crise que Merquior viveu e citou em suas obras, hoje faz mais sentido, se encaixa melhor ao que vivemos. Por exemplo, ele viveu numa época onde não existia tecnologia e informática, mas no cenário atual, o pensamento dele por si só já responde a várias questões”, aponta. “Merquior publicou 19 livros e, desde sua primeira obra, ele tem o mesmo conceito latente sobre o fenômeno da crise cultural”, complementou Castro Rocha. 

Para o presidente da Fundaj, Luiz Otávio Cavalcanti, é justamente a possibilidade de utilização dos pensamentos de Merquior no cenário vigente que dá importância ao evento. “A inspiração para realizar uma palestra na Fundação sobre o assunto foi o momento que o país está passando. Vivemos numa época bastante fugaz e precisamos ter valores. Abordar temas culturais é necessário para debater e levantar questões”, destacou. 

Apesar da morte precoce - ocasionada por um câncer de intestino aos 49 anos - a formação de Merquior foi das mais brilhantes. Formado em Direito e Filosofia, concluiu três doutorados que deram ainda mais fôlego às ideias defendidas ao longo da carreira.


Navegando em: :: Outras Notícias Pensamento de José Guilherme Merquior foi tema de palestra na Fundaj