Fundação Joaquim Nabuco

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Fundaj encaminha proposta para o semiárido

A Fundação Joaquim Nabuco encaminhou ao Ministério da Educação o relatório com as 15 propostas firmadas durante o seminário “Semiárido e Educação: ontem, hoje e perspectivas”. O documento prevê, entre outros itens,  a educação contextualizada para a região, a aplicação de tecnologias sociais aplicadas a ela, a produção de material didático e paradidático e a formação continuada de professores. Para que isso aconteça, é preciso que seja feito um levantamento de experiências exitosas e que haja recursos públicos.

Coordenadora do evento e pesquisadora da Fundaj, Janirza da Rocha Lima destacou a importância desse olhar para o semiárido. “Ao se enxergar nos livros, ao reconhecer o lugar onde vivem, esses alunos terão outra experiência na escola. Estarão vivenciando o cotidiano. Aprendendo a valorizar a sua região”, observou.

A pesquisadora ressaltou o papel da Fundaj nessa mediação entre o MEC e as ONGns que atuam no semiárido, uma região onde vivem mais de 24 milhões de pessoas, sendo mais de 40% com até 17 anos. “Esse documento será um incentivador para que as ações esperadas para fortalecer a educação no semiárido aconteçam. Para que livros com a realidade dessa população chegue às escolas, com a participação de professores que tenham essa formação, esse olhar”. De acordo com Janirza, os passos previstos no documento serão revistos na próxima na próxima edição do seminário, em 2019. “Até lá esperamos que os livros cheguem às salas de aula, que essas propostas avancem”.  

Enquanto isso não ocorre, há instituições de ensino na região que buscam meios de fazer essa integração. É o que acontece na Escola Municipal Osório Leonidas de Siqueira, no bairro projetado Senador Nilo Coelho, em Petrolina, no Sertão. A diretora da unidade, Geraldina da Silva Oliveira, encontrou nos paradidáticos um meio de trazer a vivência do semiárido para seus alunos.

“Os alunos, principalmente os de 7 a 14 anos, que passam parte do dia na escola, têm acesso a livros que trazem histórias relacionadas à vida deles. Sítios, animais, o roçado, o rio”, explica a diretora da escola que fica O colégio tem mais de 800 estudantes, sendo 120 deles no ensino integral por meio do programa Mais Educação, do MEC.

Kennedy Davi Silva Lourenço, 7 anos, é um deles. Com um livro sobre uma fazenda e diversos animais em mãos, ele não demorou a responder se tinha alguma semelhança com o local onde mora, um sítio na Zona Rural de Petrolina. “Lá no sítio tem cachorro, passarinhos, bode, vaca , árvores e rio para tomar banho. Igualzinho essa fazenda”. Maria Eduarda dos Santos Silva, 7 anos, também encontra relação entre os livros que lê nas aulas  do Mais Educação e seu dia a dia. Só faz uma ressalva. “Tem quase tudo. Falta peixe. Quem já viu um rio sem peixe? No São Francisco tem muito. Minha avó pesca para a gente comer”, disse a menina que está no 2º ano do Ensino Fundamental.

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