Fundação Joaquim Nabuco

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Após período de ajustes, exposição de longa duração do Museu do Homem do Nordeste reabre ao público

Após três meses de portas fechadas, a exposição de longa duração do Homem do Nordeste voltará ao seu funcionamento normal. A reabertura será no domingo 19 de março, às 10h, na realização da 6ª edição do programa Domingo dos Pequenos, evento dedicado ao público jovem e infantil, com exibição de filme, atividades no jardim e mediação.

Nos últimos três meses foram realizados alguns ajustes: “Alteramos as cores, resolvemos problemas de infiltrações, vitrines e tarjetas, que apresentavam desgastes”, comentou Silvana Araújo, coordenadora-geral do Museu. “Achamos por bem fechar para ajustar determinados pontos. Conceitualmente, a exposição continua a mesma”, completou.

Além dos reparos, outra preocupação do Museu se deu em estreitar diálogos e aproximar o público do acervo. “Decidimos abrir mão de algumas vitrines para permitir que os visitantes cheguem mais perto, se aproximem dos objetos”, afirmou a coordenadora. Também houve alteração nos textos expostos: foram editados e readaptados. “São textos excelentes, mas por vezes densos e muito acadêmicos. Neste ajuste, optamos por torná-los mais leves, com a consulta aos autores”, reiterou Silvana. Também será incluído um novo material textual, produzido pela equipe do Museu.

Outras alterações ocorreram em alguns módulos, como na sala das influências. “Percebemos a ausência de povos indígenas e afrodescendentes”, reiterou Silvana. “Precisamos colocar no módulo objetos que ainda hoje utilizamos, a exemplo da rede de dormir, dos tecidos africanos e os turbantes, tão badalados nas redes sociais. Queremos incitar o debate”, concluiu.

Também será alterado o módulo dedicado aos indígenas — será acrescentado um mapa, com um indicativo dos povos presentes na região Nordeste e uma fotografia de Xikão, liderança indígena que lutou pela demarcação do território Xukuru. Essas alterações foram realizadas em diálogo com os povos da Comissão da Juventude Indígena de Pernambuco (COJIPE).

Acréscimos na exposição

Além dos ajustes e alterações nos módulos expositivos, também serão acrescentados alguns objetos do acervo, como uma antiga máquina de algodão doce, um carrinho de café e uma máquina de amolar facas, que pertenceu a José Antônio da Costa Filho, um dos primeiros amoladores do bairro de Casa Amarela. “Queremos levar ao Museu objetos que estão no dia a dia dos visitantes”, indicou a coordenadora.

Outro destaque é a inserção da obra ABC da Cana, do artista Jonathas de Andrade, e a pintura O Canavial, de Aloísio Magalhães.
Além das obras, também serão incluídas fotografias do projeto Nordestes Emergentes, que buscam abordar questões mais contemporâneas acerca das identidades do Nordeste. “Com as inserções, buscamos trazer uma contemporaneidade maior para este Nordeste que está pulsando; e não só o Nordeste que está mais evidente em nosso acervo, que é mais histórico. É nosso intuito mostrar a constante ebulição dos Nordestes aqui representados”, concluiu.

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