Fundação Joaquim Nabuco

  • Full Screen
  • Wide Screen
  • Narrow Screen
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

Reunião do Seminário de Tropicologia teve conferência de João Câmara

A reunião do Seminário de Tropicologia, a de número 398º, aconteceu no dia 28 de março, às 9 horas, na sala Gilberto Freyre (avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), com palestra do artista João Câmara Filho, intitulada  FRANCISCO BRENNAND - LOCUS SOLUS.

Tropicologia, termo muito utilizado por Gilberto Freyre, dá a Fundação Joaquim Nabuco, através de seus seminários mensais, a possibilidade de dinâmica interdisciplinar que Freyre visava. Fazendo alusão aos seus 117 anos, completados no dia 15 de março, o 398º Seminário de Tropicologia traz, como diz a coordenadora do Seminário, Fátima Quintas, “um artista falando de outro artista”.

João Câmara Filho apresentou Francisco Brennand – Locus Solus como se falasse de um grande amigo, mentor: “quando conheci Francisco ele era o artista mais velho. O tempo nivelou nossas idades e hoje somos dois velhos artistas”. Com opinião, segundo o mesmo, afetiva, fez o reconhecimento da arte e do esforço de Francisco Brennand em manter a integridade de sua arte. Começou avisando que o texto não será longo, pois deve ser completado pelos demais seminaristas — seguindo o espírito do Seminário.

Com ideia sobre a aldeia privada que é o ateliê do artista, João Câmara Filho discursou sobre a identidade de Brennand a partir dos conceitos de Locus Solus, do livro homônimo de Raymond Roussel, e traçou paralelos entre o francês e o artista equilibrado. Virginia Leal, seminarista convidada, resume: “Locus Solus – lugar onde a obra é pensada. Lugar onde criação e criador se confundem”.

Confira a entrevista completa com o artista.

João Câmara Filho nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 1944. Teve seu primeiro contato com as artes plásticas através do curso livre da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco, aos 16 anos, e, desde então, não parou mais de pintar.

Participou da reinstalação da Sociedade de Arte Moderna de Recife (SAMR) e da instalação da Galeria de Arte e do Atelier Coletivo do Mercado da Ribeira, em Olinda, do Atelier + 10, também em Olinda, e da Oficina Guaianases de Gravura, em Recife.

Criou três grandes séries temáticas: Cenas da Vida Brasileira (10 pinturas e 100 litografias), Dez Casos de Amor e uma Pintura de Câmara (diversas litografias, um tríptico, 10 pinturas, 70 gravuras, 22 montagens e 3 objetos) e Duas Cidades (38 pinturas e 18 objetos). Além das três séries, vem compondo, desde os anos 60, um grande repertório de obras não seriadas.

Ao longo de sua carreira, tem feito exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Possui obras em museus brasileiros e estrangeiros e em coleções públicas e particulares. Tem colaborado em jornais e revistas sobre artes plásticas, e publicado diversos livros sobre suas obras e seu trabalho.

O artista reside e trabalha em Olinda, Pernambuco. Seu acervo, a documentação sobre a sua obra e sua produção corrente podem ser vistos, sob agendamento, na reserva técnica instalada em Recife.

Navegando em: :: Outras Notícias Reunião do Seminário de Tropicologia teve conferência de João Câmara