Fundação Joaquim Nabuco

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Fundação Joaquim Nabuco lança títulos em comemoração aos 166 anos de seu patrono

FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO LANÇA TÍTULOS EM COMEMORAÇÃO AOS 166 ANOS DE SEU PATRONO

Cinco livros inéditos da Editora Massangana serão disponibilizados ao público, a partir do dia 19 de agosto. Festa de lançamento contará com a presença do bisneto de Joaquim Nabuco.

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) apresentará, no próximo dia 19 de agosto, às 19h, na sede da instituição, cinco obras inéditas da Editora Massangana. O evento, batizado de “Pernambuco Imortal: um lançamento para fazer história”, marca o nascimento do abolicionista Joaquim Nabuco e contará com uma mesa-redonda com os autores e organizadores dos livros, palestra do cineasta Pedro Nabuco, neto do patrono da Fundaj, e apresentação musical do Quinteto Maestro Spock.

A mesa-redonda, coordenada pelo escritor Paulo Gustavo, da Academia Pernambucana de Letras, terá como palestrantes Maria Eduarda Marques, Felipe Azevedo e Souza, Rodrigo Cantarelli, Rita de Cássia Barbosa de Araújo, Tereza Mota, Lúcia Gaspar e Virgínia Barbosa. 

Os títulos, que são assinados por escritores pernambucanos, versam sobre temas próprios à História do estado, ao pensamento e atuação política de Nabuco (entre os séculos XIX e XX) e à trajetória da instituição.

Serviço:

“Pernambuco Imortal: um lançamento para fazer história”

Dia 19 de agosto

19h

Sala Calouste Gulbenkian – Fundação Joaquim Nabuco (Avenida 17 de agosto, 2187 – Casa Forte)

Sobre as obras:

O livro “Homens de negócio, de fé e de poder político: a Ordem Terceira de São Francisco do Recife, 1695-1711”, da historiadora Maria Eduarda Marques, aborda a trajetória, atividades e influências da Ordem Terceira do Recife. Entre outros pontos, a obra resgata o conflito da nobreza local com os comerciantes portugueses em torno da criação da Vila do Recife. De escrita leve e objetiva, o livro demonstra como a Ordem Terceira, responsável pela hoje conhecida Capela Dourada, foi protagonista em meio às disputas políticas do século XVII.

Em Gilberto Freyre jornalista: uma bibliografia, organizado pelas bibliotecárias Lúcia Gaspar e Virgínia Barbosa, reúne a própria escrita/textual de Freyre, enquanto articulista na imprensa brasileira. Após um minucioso trabalho, Lúcia Gaspar e Virgínia Barbosa apresentam o legado bibliográfico (artigos publicados) de Gilberto Freyre em jornais e revistas do Brasil e do exterior. Ao todo são 3.420 textos nos quais o escritor, e pensador pernambucano registra, comenta e debate uma gama de temas, deixando para os estudiosos da sociedade brasileira uma permanente inspiração. Trata-se de obra de referência que nasce indispensável a pesquisadores, professores e humanistas em geral.

O eleitorado imperial em reforma”, de Felipe Azevedo e Souza, aborda a compreensão dos maiores entraves à propagação de eleições livres no Brasil oitocentista. A obra do jovem e premiado historiador centra sua reflexão na chamada Lei Saraiva e na política do Recife, entre as décadas de 1870 e 1880. Nesse cenário, as camadas populares cedem lugar às classes médias urbanas e letradas. Refletindo sobre o nosso passado eleitoral, esse livro nos faz pensar sobre o presente e os rumos da democracia brasileira: que lugar queremos para o nosso voto e que valor atribuímos ao seu exercício.

O quarto título que será lançado leva o título: “O retrato e o tempo: Coleção Francisco Rodrigues (1840-1920)”, organizado por Rita de Cássia Barbosa de Araújo e Teresa Alexandrina Motta. O material traz o retrato fiel da oligarquia que reinou na província, depois Estado de Pernambuco, e representou as tradições familiares.

É uma das mais importantes coleções fotográficas pertencentes a uma instituição pública brasileira, que desafia o tempo e retrata a evolução social local, por meio da história visual. Nessa obra, pode-se apreciar o marco dos seus fotógrafos e casas fotográficas; perfis de anônimos e figuras ilustres; e nuances que permeiam os diversos campos do conhecimento. Oito ensaios assinados por especialistas de renome nacional – historiadores, sociólogos, antropólogos, fotógrafos, colecionadores, conservadores e gestores da Coleção – analisam e contextualizam esse rico patrimônio do acervo da Fundação Joaquim Nabuco.

O patrimônio cultural, arquitetônico e histórico pernambucano é retratado no quinto livro, de autoria do arquiteto Rodrigo Cantarelli. Contra a Conspiração da Ignorância – a Inspetoria de Monumentos de Pernambuco é o título do livro.

O longo e sugestivo título promete (e cumpre) uma leitura emocionante – mas igualmente cuidadosa e erudita – da história social e cultural do Recife do início do século XX. A efervescente atmosfera evocada repõe, em cena importantes, atores, a exemplo de Gilberto Freyre, Anníbal Fernandes e Mário Melo, além de instituições pioneiras, como a própria Inspetoria de Monumentos de Pernambuco. Ao transitar pelos universos da museologia, do patrimônio e da história social, a obra faz do passado uma advertência para o futuro.

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