Fundação Joaquim Nabuco

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Exposições Temporárias (em cartaz)

Uma coisa linda

Está em cartaz na Galeria Massangana a exposição Uma coisa linda, de Efrain Almeida. A mostra integra o projeto Política da Arte e conta com curadoria de Moacir dos Anjos.

A instalação que nomeia a exposição é composta por 100 pássaros da espécie galo-de-campina, feitos em bronze policromado, que são distribuídos ao longo do piso da galeria. Em outro trabalho, beija-flores, também em bronze, são capturados pousados em galhos de árvores.

Efrain recorre com constância à observação da natureza e evoca, não raras vezes, figuras de animais e personagens de sua trajetória. Em seu trabalho, é comum o artista retomar o sertão do Ceará, lugar onde nasceu e viveu a infância. Como aponta Moacir dos Anjos, curador da exposição, são obras que, por meio da fixação na matéria dura de uma imagem que é por natureza fugaz, evocam o poder que a arte tem de desacelerar o olhar que usualmente se lança ao entorno. “De novo, a lembrança, enunciada como coisa delicada e rija, do poder que a arte tem de continuamente atualizar a capacidade emancipatória da beleza”, indica.

A exposição dá seguimento ao projeto Política da Arte, desenvolvido pela Coordenação de Artes Visuais da Diretoria de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco. Iniciado em 2009, o projeto compreende a realização de mostras e ações reflexivas, articulando dimensões distintas, mas igualmente importantes, das atividades da Fundação Joaquim Nabuco. O projeto Política da Arte tem como pressuposto a noção de que mais do que dar visibilidade a imagens, textos e ideias criados em outras partes, a arte é capaz de, a partir dela mesma, desafiar os consensos e acordos que organizam e apaziguam a vida. Ao embaralhar os temas e as atitudes que a cada lugar e momento cabem no campo do possível, a arte aponta para a possibilidade do novo e tece a sua própria política.

Efrain Almeida (Boa Viagem, Ceará) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Entre as diversas exposições do seu currículo, participou de Marcas, mostra retrospectiva sobre seu trabalho em 2007 na Estação Pinacoteca, em São Paulo e da Bienal de São Paulo de 2010. Sua obra está presente em diversas coleções públicas e privadas do Brasil e do mundo, entre as quais: MoMA - The Museum of Modern Art (Nova York, EUA), MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo (São Paulo, Brasil), CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea (Santiago de Compostela, Espanha) e Toyota Municipal Museum of Art (Toyota, Japão).

Porvir Faustino...

A exposição Porvir Faustino..., construída coletivamente pela equipe do Museu, reúne trabalhos do ceramista figurativo Porfírio Faustino, cuja obra, ainda pouco conhecida, constitui-se em pequenas esculturas modeladas em barro branco, realizada entre os anos 1930 e 1940 em Canhotinho, agreste de Pernambuco.

Porvir Faustino... é um convite à pesquisa a partir do acervo da Fundação Joaquim Nabuco. É também uma forma de movimentar e apresentar ao público objetos que não estão em exposição, mas preservados na reserva técnica do Museu. "Nosso intuito, além de desvelar o desconhecimento da obra de um artista tão ímpar e intrigante, é discutir as contestadas noções de arte e cultura popular", comenta Silvana Araújo, Coordenadora-geral do Museu do Homem do Nordeste.

Porfírio não modelou mandacarus ou caatingas. Segundo a literatura oficial, o artista retratava cenas de carnaval e folguedos populares. Para a pesquisadora Ciema de Mello, “Ele não quis, absolutamente, retratar ou discutir os estereótipos do Nordeste. Por que um homem tinha essa visão? A recusa, a ausência, diz muito mais sobre o discurso”. Para Maximiliano Roger, da equipe de Coordenação de Museologia, a exposição surge para alongar diálogos: “Vamos complementando esse discurso sobre o que é o Nordeste e o que é o ‘homem do Nordeste’”.

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