Fundação Joaquim Nabuco

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O Cinema da Fundação




A Sala José Carlos Cavalcanti Borges, no Derby, é a casa do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, ou apenas Cinema da Fundação, localizado no prédio da instituição. Durante os anos 80, o espaço dividia suas pautas entre o teatro (o prédio abrigou o curso de formação de atores, marcador de época), a música e o cinema. Mesmo sem ter programação diária de filmes na estrutura multi-uso do auditório José Carlos Cavalcanti Borges (JCCB), a sala apresentou rica oferta ao longo dos anos. 

Em 1989 e 1990, o Cineclube Jurando Vingar, liderado, entre outros, pelo hoje cineasta Marcelo Gomes (Cinema Aspirinas e Urubus), teve ali sua casa. No JCCB foram também vistos centenas de vídeos e filmes pernambucanos e de todo o Brasil, dezenas de mostras de cinema de todo o mundo. Esse trabalho essencial foi dirigido na época por Anizio Andrade, tendo como superintendente, do então Instituto de Cultura, Silvana Meirelles, a mesma que hoje responsável pela Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundaj. Foram eles que, na segunda metade da década de 1990, trabalhando com os equipamentos já deficitários de projeção para cinema 35mm, e de luzes cênicas do José Carlos Cavalcanti Borges, partiram para renovar o JCCB através de um projeto do Ministério da Cultura. Essa verba trouxe o que na época era o mais moderno sistema de projeção e som para cinema do norte-nordeste via projetor americano de marca Strong e som Dolby SR, até então inéditos no Recife, instalados em 1997. 

Com a sala de 322 lugares reequipada, e já contando com os serviços do projecionista Joselito Gomes (ex-Art Palácio e Art-Boa Viagem, cinemas extintos) na cabine de projeção, o crítico de cinema e cineasta Kleber Mendonça Filho (que fora estagiário do Jurando Vingar) foi convidado por Silvana Meirelles, em março de 1998, para criar uma política de exibição formadora de público numa cidade culturalmente rica, mas pobre em espaços dedicados ao cinema não comercial. O novo perfil de programação valorizaria a cinefilia num formato diário, trazendo para a sala o tipo de cinema que, de outra maneira, não chegaria ao Recife. Deixar o Cinema da Fundação em sintonia com cinemas de mesmo perfil no mundo, incentivando o prazer da descoberta do cinema eram outros objetivos. Esse perfil estreou na noite chuvosa de 23 de maio de 1998 (28 pagantes) com o filme inglês Bent, de Sean Mathias. Depois de um primeiro ano de pequenas conquistas que viu o novo espaço atrair aos poucos não apenas o público, mas também parceiros diversos (em especial os distribuidores), a sala José Carlos Cavalcanti Borges assumiu naturalmente a sua atual identidade: Cinema da Fundação. Foi ainda em 1998 (dezembro) que aconteceu a primeira versão do que seria a mostra mais tarde a Retrospectiva / Expectativa, na época chamada apenas Retrospectiva, e com apenas 14 filmes.

Em 2001, foi integrado à coordenação do cinema o jornalista, crítico e professor de cinema Luiz Joaquim, reforçando e desenvolvendo o trabalho iniciado por Kleber Mendonça. Ao longo dos anos seguinte, o Cinema da Fundação foi se firmando como um espaço cada vez mais aberto à produção local e nacional, sem nunca dar a devida atenção ao cinema mundial e ao estímulo do debate, incluindo aí a presença de diretores de cinema em sessões especiais ou mostras específicas.  Nos primeiros meses de 2005 a sala ficou interditada por oito meses para uma reforma estrutural, quando foram trocadas as poltronas por novas, maiores e confortáveis, reduzindo, com isso, a capacidade para 197 poltronas contra as anteriores 322 cadeiras. Com o patrocínio da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o trabalho de reestruturação também ganhou um tratamento acústico e novo espaço para portadores de deficiência física (quatro lugares), além de um elevador hidráulico. Em 2006, o Cinema da Fundação inovou mais uma vez tornando-se, na região, a primeira sala de cinema com projeção digital profissional. Fazendo parte da rede de distribuição da empresa Rain, hoje Auwe. Através do sistema Kinocast, nossa sala passaria a lançar, a partir dali, também títulos só disponíveis no formato digital. Desta forma, o Cinema da Fundação integrava o publico recifense ainda mais rápido, do que habitualmente fazia, com o mundo cinematográfico. A novidade abriu ainda a possibilidade de o espaço virar um concorrido local para o lançamento de vídeos pernambucanos, em função da excelente qualidade do projetor digital profissional.


Em 2011, o Cinema da Fundação bateu o seu próprio recorde de público, atraindo mais de 62 mil espectadores ao longo de uma programação intensa, que incluíu cerca de dez mostras de filmes, com parceiros importantes como a Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, e os Consulados da França e o da Espanha. 
O número de espectadores que aumentou em relação ao ano de 2010 foi um pouco mais de 100 pessoas, demonstrando que a capacidade do espaço chegou ao seu limite, se considerarmos a demanda de procura pelos pernambucanos ao local.

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