Fundação Joaquim Nabuco

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Museu do Homem do Nordeste

:: Por Vanessa Menescal
Imprensa Fundaj

O Museu do Homem do Nordeste, fundado em 1979, pelo sociólogo Gilberto Freyre, é ligado à Diretoria de Documentação da Fundaj. Tem um acervo diversificado, com cerca de 15 mil peças de heranças culturais da formação do povo nordestino. É um dos mais importantes museus antropológicos do Brasil.



A nova exposição de longa duração, após a sua reabertura em dezembro de 2008, intitulada “Nordeste: Territórios Plurais, Culturais e Direitos Coletivos”, apresenta um mural da vida cotidiana brasileira.

No circuito expositivo, o passado e o presente se encontram com suas diversidades, referências, tradições e vanguardas, projetando a Região Nordeste como espaço múltiplo e forjador da identidade brasileira.

O objetivo não é mostrar pura e simplesmente quem é esse homem ou como se formou a região Nordeste. Trata-se de lançar a pergunta e, a partir de estímulos que evocam imagens e sentidos, desvendar memórias individuais e coletivas.



O Museu dá continuidade à opção pela museologia do cotidiano, já contida na imaginação museal de Gilberto Freyre, mas sem esgotar todo seu esquema conceitual.  Onde não se quer um cotidiano de teor nostálgico, saudoso, mas um cenário que revele as lutas e diferenças sociais; que expresse as tensões e complexidades produzidas no social; em que se realize a comunicação e a informação; em que ocorram as experiências materiais concretas e de produção de subjetividades, comportamentos e representações; e em que se produza ou não o processo de mudanças societárias e individuais.

O Museu do Homem do Nordeste não é só um espaço expositivo, é um espaço de descobertas, questionamentos e curiosidades que ampliam a bagagem cultural do indivíduo. É um local onde você encontra sempre o tipo de visita desejada, seja você um turista, estrangeiro ou brasileiro; um grupo turístico; uma escola pública ou privada; um visitante, um pesquisador ou professor.

Acesso do público ao museu

São três tipos de visitas, duas delas diretamente ligadas às escolas e professores e uma direcionada ao público em geral. A visita espontânea, a que não é marcada/agendada, é atendida por universitários/estagiários mediadores da área de Turismo.



Quanto às visitas voltadas aos alunos e professores, uma delas, além do circuito do espaço museal expositivo, se estende à oficina de arte integrada, onde o atendimento é feito por uma arte educadora que fará “leitura” de alguns dos objetos museais observados pelos visitantes. Para tanto, é preciso agendamento prévio.

Na visita para grupos escolares, agendados previamente, a mediação compartilhada é feita por universitários/estagiários do Museu, das áreas de História e Artes da Universidade Federal de Pernambuco, treinados por um curso de formação, de 72 horas-aula, ministrado pela especialista em arte educação, antropóloga Nicole Cosh.



O mediador leva, durante o circuito da exposição, um “matulão” – bolsa de couro recheada de materiais estimuladores de conexões com o acervo do Museu. Ali são vivenciadas experiências através de brincadeiras de mímica, dança e música dentro do espaço expositivo, fazendo o contraponto com os objetos museais.

Nesse tipo de visita existe uma relação dialógica entre o público e o acervo. É o Museu como espaço estimulador de educação.

Serviço ao Turista

O Museu do Homem do Nordeste oferece um serviço voltado ao turista diretamente atrelado ao trade turístico de Pernambuco, divulgando o Museu junto a esse segmento.

O trabalho consiste em visitas e apresentação de material de divulgação da exposição de longa duração do Museu, visando a importância do turismo cultural, em hotéis, agências de turismo, quiosques de informações turísticas, aeroporto e terminais marítimo e rodoviário, objetivando o bom receptivo do turismo local. O turista estrangeiro pode agendar, previamente, visitas monitoradas em inglês, francês e espanhol.

Espaço Cultural Janete Costa – Lojinha do Museu

Criado em 2008, quando da reabertura do Museu do Homem do Nordeste, o Espaço Cultural Janete Costa é voltado para a divulgação do artesanato local. Recebeu esse nome em homenagem à falecida arquiteta Janete Costa, incansável defensora da autêntica arte popular e participante ativa da equipe de criação da nova exposição de longa duração do Museu.



Na lojinha do Museu é praticado o comércio solidário, que é o que não visa o lucro e sim a divulgação do trabalho do artesão. Um preço justo de cada objeto posto à venda é diretamente acordado entre o Museu e o artesão, sem a presença do atravessador na negociação.



É levado em conta o material utilizado, o tempo que ficará em consignação na loja até sua possível venda e a mão de obra do artesão junto com o tempo dispensado para a confecção do objeto.



O artesão interessado em comercializar suas peças na lojinha do Museu deve procurar a administração do Museu do Homem do Nordeste. Esse produto é submetido a uma comissão interna para avaliar se é realmente arte popular de raiz e não, simplesmente, artesanato feito em escala comercial.



Quanto aos produtos do Projeto Jovem Artesão, agrupados por segmentos, como o de moda, bijuteria, cerâmica e material reciclado, são submetidos a uma curadoria interna para verificação do controle de qualidade antes de sua exposição e venda na lojinha do Museu.



Todo o dinheiro com a venda dos produtos é repassado, integralmente, ao jovem artesão ou à associação a qual ele é vinculado, a exemplo da Arafibrarte, em Araçoiaba, no interior de Pernambuco, que trabalha com fibras de cana e bagaço de beterraba e papel reciclado.


Jovem Artesão

O Projeto de Formação do Jovem Artesão é um programa de geração de renda e inserção social para jovens, entre 15 e 21 anos, que estudam em escola pública, que visa a formação profissional continuada, unindo as referências culturais do artesanato de raiz da Região Nordeste às linguagens contemporâneas, fazendo da produção cultural uma alternativa de atividade econômica.

O Espaço Cultural Janete Costa é, enfim, um posto de comercialização do Programa de Formação do Jovem Artesão e dos mestres artesãos nordestinos de brinquedos populares. Quando ele atinge esses dois segmentos, dentro de um projeto educativo e cultural, cumpre seu papel social de agente multiplicador e fomentador das questões patrimoniais.

:: Saiba mais

:: Entrevista com a coordenadora geral do Museu, Vânia Brayner

Serviço

Visitação Museu e Lojinha: de terça a sexta, das 8:30 às 17; sábado, domingo e feriado, das 13 às 17. (Fechado na segunda e nos feriados de 1º.de Janeiro, Carnaval, Data Magna de Pernambuco(06/03), Sexta-Feira da Paixão, São João(24/06) e Natal(24/12).

Preços entrada Museu: 4,00 e 2,00(estudantes e maiores de 65 anos)
Gratuidade para menores de 12 anos, professores e estudantes de escolas públicas

ENTRADA FRANCA PARA TODOS NO 3º. DOMINGO DO MÊS

Agendamento em geral: Coordenadoria de Programas Educativo-Culturais 81- 30736333, e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , Recepção do Museu 81-30736340

Endereço: Av 17 de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife-PE CEP- 52061-540

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