RIO SÃO FRANCISCO
Conflitos nos usos de suas águas


Vista aérea do conjunto de usinas hidrelétricas no Rio São Francisco
Paulo Afonso I, II, III e bacia de decantação

João SUASSUNA, Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Recife, junho de 1999

APRESENTAÇÃO

O presente texto trata de questões relativas ao Rio São Francisco, oriundas da leitura de farta documentação fornecida pelo engenheiro da Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF, Dr. João Paulo Maranhão de Aguiar, ao pesquisador João Suassuna, da Fundação Jaquim Nabuco. O objetivo principal de sua divulgação é o de proporcionar ao leitor o devido esclarecimento sobre a importância de algumas questões inerentes ao rio, principalmente quanto aos aspectos geográficos, ao potencial gerador de energia elétrica, aos barramentos regularizadores de vazões, às cheias periódicas, aos processos de assoreamento, aos usos conflitantes de suas águas, bem como ao polêmico projeto de transposição para outras bacias hidrográficas. Apesar de a documentação recebida encontrar-se desatualizada (a maioria foi elaborada entre 1985 e 1994), a sua análise destina-se a chamar atenção dos interessados para um dos principais problemas que certamente surgirão com o uso continuado e não criterioso de suas águas, qual seja, o da inviabilização do potencial gerador de energia elétrica do Rio São Francisco, reconhecido na atualidade como um dos principais elementos supridores das demandas de energia elétrica do Nordeste. A seguir, uma síntese das questões levantadas em tal documentação.

Arquivo contendo o documento completo em MS Word 97 (418kb).