USINA UNIÃO E INDÚSTRIA
Situada no município de Escada, foi fundada em 1895, pelo major da Guarda Nacional Manoel Antônio dos Santos Dias, proprietário da Usina Santa Philonila, no engenho Jundiá.

Primeiramente recebeu o nome de Santa Philonila, depois Bom Fim, Santos Dias e por fim União e Indústria.

Até o início do século XX pertenceu ao mesmo dono, passando então para a propriedade de Luiz Dubeux.

Em 1929, tendo como proprietária a Companhia Agrícola União Industrial de Pernambuco, possuía capacidade para processar 500 toneladas de cana e fabricar 8.000 litros de álcool em 22 horas. Tinha 112 quilômetros de ferrovia, sete locomotivas e 118 vagões que se comunicavam com a Great Western. Na época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 213 operários somente na fabricação do açúcar. Mantinha para o operariado uma farmácia e duas escolas com freqüência média anual de 90 alunos.

Em 1961, foi comprada pelo engenheiro e industrial Luiz Dias Lins (neto do major Santos) que comandou a empresa até 1980, quando a usina passou a ser União e Indústria S/A.

Finalmente, a usina passou a ser comandada por Ilvo Monteiro Soares de Meirelles e sua esposa, Maria Carolina Bezerra de Meirelles, seus diretores executivos.

A União e Indústria S/A com mais de cem anos de fundação passou por períodos de grandes dificuldades, porém depois de várias reformas conseguiu, em 1995, chegar a uma produção de 90.000 sacos de açúcar e 7.300.000 litros de álcool.

Fontes consultadas:
ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)
GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).

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