USINA SANTA TEREZINHA
Em 1926, o meio aparelho denominado São Luiz, localizado no engenho Santa Tereza, município de Água Preta, foi comprado por José Pessoa de Queiroz que, em 1929 transformou-o em uma grande usina com o nome de Santa Terezinha.

Fica situada na melhor área agrícola dos estados de Pernambuco e Alagoas (divisa), nas margens do rio Jaboatão.

Em 1929, possuía 14 propriedades agrícolas, capacidade para esmagar 500 toneladas de cana e fabricar 3.500 litros de álcool ou 5.000 litros de aguardente em 22 horas.

Tinha 22 quilômetros de via férrea, três locomotivas e mantinha ums escola com freqüência média anual de 60 alunos.

Em 1930, já era considerada a terceira usina em capacidade de produção do país, esmagando 1.600 toneladas de cana. Apenas as usinas Catende e Tiúma eram superiores.

No ano de 1936, inaugurou a segunda destilaria de álcool anidro do Estado.

Na safra de 1981 a 1982 a usina entrou numa grande crise diminuindo muito a sua produção e na de 1982-1983, não conseguiu moer, sendo desativada.

Em 1984, voltou a funcionar de maneira muito precária, sofrendo então um processo de intervenção.

Sem financiamento para novos plantios, nem recursos suficientes para o pagamento de salários e obrigações sociais, a usina foi desativa em 1988.

Passou a produzir cana para as usinas Catende, Treze de Maio e Pumati, em Pernambuco e Porto Rico, em Alagoas.

O movimento de operários, funcionários e fornecedores de cana para reativar a usina conseguiu que o Instituto do Açúcar de do Álcool - IAA, financiasse as reformas na usina que reiniciou suas atividades na safra de 1989-1990.

A usina passou por um processo de arrendamento, cuja proposta vencedora foi a de Ricardo Pessoa de Queiroz Filho.

Fontes consultadas:
ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)
GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).

Fazer outra consulta procurando por:

(não use acentuação)