USINA PUMATY

Situada no município de Palmares (Joaquim Nabuco), foi fundada entre 1888 e 1889, com a denominação de Usina Central Bom Gosto, pelo senhor de engenho José Alves da Silva, no local do antigo engenho central do mesmo nome.

Em 1916, a usina foi reconstruída e seus proprietários, os herdeiros de José Alves, João Davi Madeira e João Oliveira, mudaram seu nome para Usina Rio Preto. Só em 1920, o nome passou a ser Usina Pumati.

Durante algum tempo pertenceu a ingleses, mas em 1922, já tinha como proprietário Manoel José da Costa Filho, um cearense de Barbalha que, juntamente com seus irmãos. fundou a firma Comissária Granvile Etc. Irmãos, negociantes de açúcar de banguê e usinas,

Sua primeira moagem como Usina Pumaty foi na safra de 1921 a 1922.

Em 1929, pertencia à firma Tancredo, Costa & Cia, possuía quatro propriedades agrícolas (Pumaty, Bom Gosto, Solidão e Colombo), quatro quilômetros de via férrea, uma locomotiva e 30 vagões. Tinha capacidade para trabalhar 300 toneladas de cana e fabricar 2.000 litros de álcool em 22 horas. Durante a época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 150 operários, não sendo aceitos menores, estrangeiros ou mulheres.

Em 1937, a usina instalou uma fábrica de farinha panificável, porém por falta de mercado e excesso de produção, foi desativada aumentando a crise da usina.

Seus proprietários Romero, Marcelo e Túlio Cabral da Costa, no entanto, conseguiram transformar a usina em uma das maiores da região, construindo também uma destilaria de grande porte.

Foi uma das primeiras a adotar a aplicação de calcário e vinhaça e investe muito na produção de novas variedades de cana.

Na safra de 1994-1995 produziu 1.500.000 sacos de açúcar e 30.000 litros de álcool.

A direção da usina está a cargo de filhos e sobrinhos dos senhores Romero, Marcelo e Túlio Cabral da Costa.

Fontes consultadas:
ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)
GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).

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