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Localizada no município de Ribeirão, na margem direita do rio Amaragi, foi fundada pelos senhores de engenho Arthur de Siqueira Cavalcanti e os irmãos Ethelmino e Antônio Bastos.
Foi criada através de decreto de 12 de dezembro de 1894, incorporando os engenhos Caxangá, Lage, Caeté e Tolerância, moendo pela primeira vez em 1895. Em 1904, depois de quase dez anos de atividades, o coronel Arthur de Siqueira Cavalcanti desfez a sociedade e Hisbelo Barbosa da Silva também se desligou da sociedade, vendendo suas ações para Manoel Colaço Dias. Por algum tempo, a empresa que administrou a usina chamou-se Colaço, Siqueira & Bastos. Em 1929, a usina possuía 15 propriedades agrícolas, 48 quilômetros de via férrea e tinha capacidade par processar 600 toneladas de cana em 22 horas. Durante a época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 300 operários. Possuía uma grande vila, seguro e assistência médica para os operários e mantinha uma escola com freqüência média anual de 30 alunos. Manoel Colaço Dias foi o proprietário da usina Caxangá até o final da década de 1940, quando passou para as mãos de José Lopes de Siqueira Santos. Cerca de 18 anos depois, José Lopes vendeu-a a Júlio Maranhão, quando devido à uma crise, a usina foi desapropriada pelo Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA (1964). Quatro meses depois da desapropriação, houve uma intervenção do Incra, que assumiu a responsabilidade por sua administração. A usina Caxangá fez parte do primeiro projeto de reforma agrária do país, absorvendo mais de 50% da cana-de-açúcar dos parceleiros da Cooperativa Integral de Reforma Agrária -Cira, na época em que era administrada pelo Incra. Foi desativada e sua maquinaria transformou-se em destilaria no Estado do Mato Grosso do Sul.
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