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Era também usada para impressão de rótulos de garrafas, de cachaça e de outros produtos.
Apesar de permanecerem pouco conhecidas as suas origens, acredita-se que a xilogravura popular nordestina tenha sido trazida por missionários portugueses que ensinaram a técnica aos índios.
As matrizes para impressão das ilustrações são talhadas, quase sempre, na madeira da cajazeira (árvore da família das Anacardiáceas - Spondias lutea L.), matéria-prima mole, fácil de ser trabalhada e abundante na região Nordeste do Brasil.
Os xilogravuristas utilizam apenas um canivete ou faca doméstica bem amolados.
Entre os gravadores populares mais conhecidos que deram a sua contribuição para a xilogravura nordestina estão Manoel Serafim, Inocêncio da Costa Nick, o Mestre Noza, Zé Caboclo, Enéias Tavares Santos, J. Borges, entre outros.
Nas décadas de 1960 e 1970 alguns intelectuais e pesquisadores passaram a publicar uma série de álbuns com gravuras feitas por artistas populares nordestinos. Com isso a xilogravura ganhou o status de arte, além de projeção nacional e internacional. Entre esses álbuns podem ser citados: 20 xilogravuras do Nordeste, organizado por Evandro Rabello, em 1970, com apresentação de Ariano Suassuna; Transporte na zona canavieira: vinte e uma xilogravuras de José Costa Leite, publicado pelo Instituto do Açúcar e do Álcool, 1972, com apresentação de Mário Souto Maior; Xilografia: poema de Marcus Accioly gravada por José Costa Leite (1974); Enéias Tavares Santos: xilogravura popular, (1976).
Fontes consultadas: |