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O bairro teve origem no ano de 1888. Era conhecido como Estância, numa referência á estância de Henrique Dias (século 17).
Foi construída no local uma pista de corridas de cavalo, com uma arquibancada, pela Sociedade Hípica Derby Club, que deixou seu nome como herança a um dos bairros mais aristocráticos do Recife, entre as décadas de 20 e 60 do século XX. Os recifenses apreciavam muito o hipismo e faziam desse prado um lugar de descanso e diversão, de encontros amorosos, de negócios e até mesmo de política. Nessa época, o Recife possuía três prados: o do Hipódromo, o da Madalena e o do Derby. Quando a mania passou e o prado do Derby ficou abandonado, o coronel Delmiro Gouveia adquiriu-o e, firmando um acordo com a Prefeitura, transformou-o no Mercado Modelo Coelho Cintra. Em 1900, o Mercado foi destruído por um incêndio, causado por uma ação da polícia, devido à perseguições políticas a Delmiro Gouveia. Após uma reforma, em 1924, o edifício imponente e eclético, em estilo renascentista, abriga até hoje o Quartel da Polícia Militar de Pernambuco. Durante o governo de Sérgio Loreto, em 1924, foram realizados diversos aterros na Campina do Derby e a drenagem do canal onde hoje se situa a Avenida Agamenon Magalhães. A Praça do Derby, projetada por Roberto Burle Marx, foi construída entre 1924 e 1926. Durante muito tempo, num dos seus tanques vivia um peixe-boi que fazia a alegria da criançada. À sua volta foram construídos diversos casarões, onde morava a aristocracia recifense. Hoje, em alguns desses casarões, funcionam diversas clínicas e consultórios médicos. Outro prédio que compõe a paisagem do bairro e o torna mais conhecido é o do Hospital da Restauração, que pertence ao Governo de Pernambuco e atende a maioria dos casos de emergência da cidade e de outros municípios do Estado.
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