BUMBA-MEU-BOI
O bumba-meu-boi é um espetáculo popular que faz parte do ciclo natalino e é apresentado por vezes também no carnaval.

Sua denominação varia de acordo com os Estados. Na Amazônia, boi-bumbá, no Maranhão, boi de reis, no Ceará, boi surubi, no Rio Grande do Norte, boi calemba, em Santa Catarina, boi de mamão, na Paraíba, cavalo marinho.

É característico da região Nordeste do Brasil devido às suas músicas e seus personagens e sua origem data do final do século XVII.

O espetáculo é representado com o público de pé, formando um círculo. O boi, personagem principal, é feito de uma armação de madeira coberta de pano colorido e enfeitado. Uma pessoa fica dentro do boi, pulando, dançando e avançando sobre o público.

Os personagens do bailado são humanos e animais. Os femininos são representados por homens travestidos. O Capitão é o comandante do espetáculo. Há também Mateus e Catirina, personagens bastante conhecidos que apresentam os bichos, cantam e dançam de forma engraçada, divertindo muito o público. Catirina é uma negra, muito desinibida que em alguns bumbas é a mulher de Mateus. Fazem parte ainda do elenco: Bastião, a pastorinha, a dona do boi, o padre, o doutor, o sacristão, Mané Gostoso, o Fanfarrão, a ema, a burrinha, a cobra, o pinica-pau e ainda os personagens fictícios: o Caipora, o Diabo, o Babau, o morto carregando o vivo e o Jaraguá.

O enredo é que não muda em todos os bumbas-meu-boi. O boi da pastorinha se perde e ela sai a sua procura pelos arredores e vai encontrando os vários personagens. No final o boi é sempre morto e ressuscitado, e com a morte dele se canta a seguinte lamentação, muito conhecida de todos:

O meu boi morreu
Que será de mim?
Manda buscar outro
Ô maninha, lá no Piauí

Fontes consultadas:
BRANDÃO, Théo. Folguedos natalinos de Alagoas. Maceió: Departamento Estadual de Cultura, 1961. p.72.
BUMBA-MEU BOI. In: BRASIL Turismo e Você (local), 1974. p.24-25.
BUMBA-MEU-BOI. Jornal do Commercio, Recife, 21 jan. 2002. Cad. C, p.1.
CÂMARA CASCUDO, Luís da. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1954.
TELES, José. Manoel Salustiano, o mestre dos brinquedos Jornal do Commercio., Recife, 21 jan. 2002. Cad. C, p.1.

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