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Engenheiro e político francês, nasceu em Bergerac, no ano de 1815. Entrou na Escola Politécnca de Paris, em 1834, onde recebeu o diploma de engenheiro de pontes e calçadas. Veio para o Brasil, em 1839, juntamente com outros engenheiros, matemáticos, construtores de pontes, edifícios públicos, obras hidráulicas e topográficas, trazidos pelo presidente da província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista. Foi o responsável pelo projeto do Teatro de Santa Isabel e pela construção e reconstrução de vários edifícios e estradas. Durante a sua estada em Pernambuco, sofreu muitas acusações, entre as quais a de improbidade, desmandos e perseguições. Muitos desses ataques foram reflexos da campanha política contra Francisco do Rego Barros, responsável por sua vinda. Vauthier não suportou por muito tempo a falta de apoio depois da deposição do Conde da Boa Vista, em 1844, voltando para Paris em 1846. Não perdeu, no entanto, o contato com o Brasil. Continuava de longe, através de correspondências, orientando a construção de obras públicas e privadas no Brasil, como por exemplo, as obras de conclusão do Teatro de Santa Isabel, em 1850 e também a sua reconstrução, depois do incêndio de 1869. Vauthier escreveu um diário que foi publicado com o título Diário íntimo do engenheiro Vauthier, 1840-1844, publicado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e reproduzido também na revista Contraponto, Recife, ano 5, n.12, edição comemorativa ao centenário do Teatro de Santa Isabel. Gilberto Freyre escreveu um livro sobre ele intitulado, Um engenheiro francês no Brasil, publicado no Rio de Janeiro, pela editora José Olympio, em 1940, que pode ser consultado na Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco.
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