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JOSÉ LINS DO REGO

 

BIOGRAFIA · 1944 - 1957
ÚLTIMOS ANOS

Foto-montagem de José Lins do Rego
Década de 40
Acervo ·Iconografia da FJN

PRIMEIROS ANOS1901 - 1926 • Primeiros Anos
ciclo da cana de açúcar1929 - 1943 • Ciclo da Cana de Açúcar
1944 - Visita, em missão oficial, a Argentina e o Uruguai, onde pronuncia várias conferências sobre literatura brasileira.

1945 - Publica o livro de crônicas Poesia e vida.

1946 - Edita pela Casa do Estudante do Brasil as conferências que pronunciou na Argentina e no Uruguai: Conferências no Prata (Tendências do Romance Brasileiro, Raul Pompéia, Machado de Assis). Sai na Argentina as traduções de Menino de engenho e Bangüê.

1947 - Publica Eurídice, obra que tem como cenário a cidade do Rio de Janeiro. Recebe o Prêmio Fábio Prado. Sai na Argentina Fogo Morto.

1950 - Faz sua primeira viagem à Europa, onde visita a França a convite do governo desse país. Sai na Inglaterra a tradução de Pureza.

1951 - Publica Bota de sete léguas, uma espécie de diário de viagem. Viaja novamente à Europa, agora como integrante de uma delegação esportiva, e conhece Portugal, Suécia e Dinamarca. Ainda integrando uma delegação esportiva, visita neste mesmo ano o Peru.

1952 - Começa a publicar em forma de folhetim, na revista O Cruzeiro: Cangaceiros. É lançado seu livro de crônicas Homens, seres e coisas.

1953 - Sai Cangaceiros, aquele que seria o seu último romance. É publicado em Hamburgo, na Alemanha, as traduções de Menino de engenho, Bangüê e O moleque Ricardo. Na França, é lançado pela editora Deux Rives L´Enfant de la plantation, tradução do seu primeiro romance. Inicia-se o movimento de protesto de intelectuais brasileiros contra o impedimento da entrada do escritor nos EUA para visitar sua filha.

1954 - Viaja novamente à Europa, agora conhecendo a Finlândia. Publica mais um livro de crônica: A casa e o homem.

1955 - Viaja à Grécia. É eleito, a 15 de setembro, para a Cadeira n° 25 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o ministro Ataulfo da Paiva. A 15 de dezembro é recebido pelo acadêmico Austregésilo de Athayde. O seu discurso de posse seria sempre lembrado pelo sarcasmo com que tratou o seu antecessor: "Ataulfo de Paiva chegou ao Supremo Tribunal Federal sem ter sido um juiz sábio e à Academia sem nunca ter gostado de um poema." Depois dessa fala, instituiu-se na ABL a censura prévia dos discursos de posse. Publica Roteiro de Israel. Fogo Morto é adaptado para o teatro por José Carlos Cavalcanti Borges, e encenado em São Paulo.

1956 - Viaja novamente à Grécia e, de passagem, passa por Paris, onde reviu os amigos Gilberto Freyre e Cícero Dias. A propósito desse encontro, escreveria Freyre: "Meu último encontro com ele foi em Paris: poucos meses antes da sua morte no Rio. E num dia de festa: 14 de julho. Ele, Cícero Dias e eu passamos o dia, e, depois, a noite inteira, até a madrugada do dia seguinte, a conversar e a rir como se fôssemos três colegiais esquecidos pelo Tempo. Apenas ele já era um homem ferido de morte sem o saber. Cícero e eu é que o sentimos como se em cada um de nós houvesse, infelizmente, um clínico; e nele, um inconfundível condenado à morte aos olhos dos menos perspicazes dos médicos. Minha última recordação dele é de uma sua risada quase escandalosa, naquela madrugada de Paris. Com essa risada, despediu-se de nós e de Paris. Nunca mais eu o veria" (In: Recordando José Lins do Rego). Publica seu livro de memórias, Meus verdes anos. Sai em Paris a tradução dos Cangaceiros.

1957 - São lançados três novos livros de sua lavra: Presença do Nordeste na literatura brasileira, Discursos de posse e recepção na Academia Brasileira de Letras e o volume de viagem Gregos e troianos. Sai na Espanha seu romance Cangaceiros. A 12 de setembro, aos 56 anos, morre, no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado, vítima de hepatopatia, José Lins do Rego.

Nas fotos acima
José Lins com sua esposa, Filomena Marsa, e as filhas Maria da Glória e Maria Cristina
Rio de Janeiro, c.1945
Acervo FJN

Na segunda foto
José Lins do Rego e Graciliano Ramos
Rio de Janeiro, s/data
Acervo Fundação Gilberto Freyre

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