1944 - Visita, em missão oficial, a Argentina e o Uruguai, onde pronuncia várias conferências sobre literatura brasileira.
1945 - Publica o livro de crônicas Poesia e vida.
1946 - Edita pela Casa do Estudante do Brasil as conferências que pronunciou na Argentina e no Uruguai: Conferências no Prata (Tendências do Romance Brasileiro, Raul Pompéia, Machado de Assis). Sai na Argentina as traduções de Menino de engenho e Bangüê.
1947 - Publica Eurídice, obra que tem como cenário a cidade do Rio de Janeiro. Recebe o Prêmio Fábio Prado. Sai na Argentina Fogo Morto.
1950 - Faz sua primeira viagem à Europa, onde visita a França a convite do governo desse país. Sai na Inglaterra a tradução de Pureza.
1951 - Publica Bota de sete léguas, uma espécie de diário de viagem. Viaja novamente à Europa, agora como integrante de uma delegação esportiva, e conhece Portugal, Suécia e Dinamarca. Ainda integrando uma delegação esportiva, visita neste mesmo ano o Peru.
1952 - Começa a publicar em forma de folhetim, na revista O Cruzeiro: Cangaceiros. É lançado seu livro de crônicas Homens, seres e coisas.
1953 - Sai Cangaceiros, aquele que seria o seu último romance. É publicado em Hamburgo, na Alemanha, as traduções de Menino de engenho, Bangüê e O moleque Ricardo. Na França, é lançado pela editora Deux Rives L´Enfant de la plantation, tradução do seu primeiro romance. Inicia-se o movimento de protesto de intelectuais brasileiros contra o impedimento da entrada do escritor nos EUA para visitar sua filha.
1954 - Viaja novamente à Europa, agora conhecendo a Finlândia. Publica mais um livro de crônica: A casa e o homem.
1955 - Viaja à Grécia. É eleito, a 15 de setembro, para a Cadeira n° 25 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o ministro Ataulfo da Paiva. A 15 de dezembro é recebido pelo acadêmico Austregésilo de Athayde. O seu discurso de posse seria sempre lembrado pelo sarcasmo com que tratou o seu antecessor: "Ataulfo de Paiva chegou ao Supremo Tribunal Federal sem ter sido um juiz sábio e à Academia sem nunca ter gostado de um poema." Depois dessa fala, instituiu-se na ABL a censura prévia dos discursos de posse. Publica Roteiro de Israel. Fogo Morto é adaptado para o teatro por José Carlos Cavalcanti Borges, e encenado em São Paulo.
1956 - Viaja novamente à Grécia e, de passagem, passa por Paris, onde reviu os amigos Gilberto Freyre e Cícero Dias. A propósito desse encontro, escreveria Freyre: "Meu último encontro com ele foi em Paris: poucos meses antes da sua morte no Rio. E num dia de festa: 14 de julho. Ele, Cícero Dias e eu passamos o dia, e, depois, a noite inteira, até a madrugada do dia seguinte, a conversar e a rir como se fôssemos três colegiais esquecidos pelo Tempo. Apenas ele já era um homem ferido de morte sem o saber. Cícero e eu é que o sentimos como se em cada um de nós houvesse, infelizmente, um clínico; e nele, um inconfundível condenado à morte aos olhos dos menos perspicazes dos médicos. Minha última recordação dele é de uma sua risada quase escandalosa, naquela madrugada de Paris. Com essa risada, despediu-se de nós e de Paris. Nunca mais eu o veria" (In: Recordando José Lins do Rego). Publica seu livro de memórias, Meus verdes anos. Sai em Paris a tradução dos Cangaceiros.
1957 - São lançados três novos livros de sua lavra: Presença do Nordeste na literatura brasileira, Discursos de posse e recepção na Academia Brasileira de Letras e o volume de viagem Gregos e troianos. Sai na Espanha seu romance Cangaceiros. A 12 de setembro, aos 56 anos, morre, no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado, vítima de hepatopatia, José Lins do Rego.