1929 - Conclui Menino de engenho, publicado três anos depois. Segundo Valdemar Cavalcanti (Op. cit.), que datilografou os originais da obra, "A atividade constante de jornalista só veio a interromper em Alagoas, quando se dispôs a levar ao papel Menino de engenho, sua primeira obra. 'Vou escrever um livro, uma espécie de memória' - confessou-me certa vez. E logo em seguida passou vinte e poucos dias só cuidando mesmo do livro, fora da banca do jornal, escrevendo de manhã cedo - a letra miúda e quase ininteligível, num caderno escolar - e lendo tudo de tarde para mim, à sombra de um caramanchão de praça pública, em voz alta, às vezes espantando até as crianças por perto com gritos que dava."
1932 - Publica Menino de Engenho, primeira das seis obras do "Ciclo da cana-de-açúcar". A primeira edição de 2000 exemplares, financiada pelo próprio autor, esgotou-se em três meses. O livro é dedicado a José Américo de Almeida, Jorge de Lima, Gilberto Freyre e Olívio Montenegro. Hoje, com quase 80 edições, Menino de engenho está traduzido para o alemão, o francês, o espanhol, o inglês, o italiano e o coreano. Em 1965 seria levado à tela por Walter Lima Júnior, com produção de Glauber Rocha.
1933 - Publica Doidinho, segundo romance do "Ciclo da cana-de-açúcar".
1934 - Ainda residindo em Maceió, lança pela Livraria José Olympio o terceiro livro do "Ciclo da cana-de-açúcar": Bangüê. A partir de então, quase todos os seus livros - romances, crônicas, memórias, literatura infantil, tradução e diários de viagem - passam a ser editados pela José Olympio.
1935 - Nomeado fiscal do imposto de consumo, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde residiria até a morte. Publica mais um romance do "Ciclo da cana-de-açúcar": Moleque Ricardo. Na capital da República, passa a colaborar nos jornais dos Diários Associados, n'O Globo e no Jornal dos Sports. Exerce também cargos de direção no Clube de Regatas do Flamengo, na Confederação Brasileira de Desportos e no Conselho Nacional de Desportos. Segundo Valdemar Cavalcanti (op. cit.), José Lins "tornou-se no Rio uma espécie de cronista da cidade: aquele que seria capaz de denunciar o estrago que faziam os urubus na paisagem da lagoa Rodrigo de Freitas; capaz de alertar prefeito e vereadores quanto a determinado projeto de lei que poderia vir a prejudicar interesses do povo; capaz de botar a boca no mundo contra uma derrubada de árvores, contra um ato injusto ou uma iniciativa infeliz."
1936 - Sai o penúltimo romance do "Ciclo da cana-de-açúcar": i. Ainda neste ano, publica, com ilustração de Santa Rosa, o seu único livro de literatura infantil: História da Velha Totônia, personagem que se fazia presente em quase todos os romances do "Ciclo".
1937 - Lança o primeiro romance fora do "Ciclo da cana-de-açúcar": Pureza.
1938 - Publica Pedra Bonita, onde aborda o fanatismo religioso no Nordeste. O moleque Ricardo é traduzido para o russo, e editado pela Editora do Estado, da então União Soviética.
1939 - Publica Riacho Doce.
1940 - Traduz para o português A vida de Eleonora Duse, E. A. Rheinhardt.
1941 - Sai Água-mãe, primeiro romance da sua lavra que não tem como cenário o Nordeste, mas Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Recebe o Prêmio Felipe d´Oliveira.
1942 - Publica pela Casa do Estudante do Brasil, o volume de crônicas Gordos e magros.
1943 - Sai o último livro do "Ciclo da cana-de-açúcar": Fogo Morto, considerado por muitos a obra-síntese do "Ciclo". Em 1976, o romance será adaptado para o cinema, sob a direção de Marcos Farias. Ainda neste ano, é publicado pela Casa do Estudante do Brasil a conferência Pedro Américo.