CAP.IV - A DEMONSTRAÇÃO DA HIPÓTESE .





QUADRO 4 Industrialização x Bloco Conservador.



Correlação entre RENDA: Renda Média dos Estados da Federação com o Bloco Ideológoco-Eleitoral Conservador.

A análise do QUADRO 5, o qual apresenta a correlação entre RENDA com o Bloco Ideológico-Eleitoral Conservador, apresenta o padrão de correlação, em todo o período, muito próximo do obtido com a variável INSTRUÇÃO.




QUADRO 5 Renda Média x Bloco Conservador

RENDA apresenta a correlação mais forte de todas as variáveis independentes, em 1982, com r=-.841 (correlação muito forte), declinando em 1986 para r=-.501 (correlação forte), e diminuindo mais ainda a força da correlação em 1990, quando atinge um valor moderado: r=-.329.
A pesquisa sociológica demonstra que existem fortes associações entre Educação e Renda. Talvez seja este aspecto que, para o caso do Bloco Ideológico-Eleitoral Conservador, explique a reprodução, para todo o período, do padrão de correlação entre RENDA e Bloco Conservador muito próximo do obtido com INSTRUÇÃO.
Com o sentido da correlação negativo, apresentado por todos os indicadores sócio-econômicos, durante o período da pesquisa, pode-se afirmar que a associação existente entre a população residente nos Estados mais desenvolvidos da Federação e os partidos que compõem o Bloco Ideológico-Eleitoral Conservador é uma associação negativa, ou seja , quanto maior o nível de desenvolvimento social e econômico dos Estados, menor é a tendência destes de orientar seus votos para os partidos conservadores.
Sob o ponto de vista dos Estados menos desenvolvidos, pode-se afirmar que existe um padrão de orientação ideológica dos votos entre a população residente nos Estados menos desenvolvidos e os partidos conservadores, e que esse padrão, apesar de apresentar algumas flutuações ao longo do período da pesquisa, mantém-se forte, demonstrando uma tendência para que, no processo de consolidação estrutural dos partidos políticos junto à sociedade, os partidos conservadores continuem fortemente associados aos Estados menos desenvolvidos.
Quanto à evolução dos distintos indicadores, observa-se que IDADE, URBANIZAÇÃO e INDUSTRIALIZAÇÃO apresentam padrões de correlação muito próximos, tendo sempre o ano de 1982 como aquele que apresenta a correlação negativa mais forte, caindo, em 1986, para a correlação negativa mais fraca de todo o período, e apresentando, em 1990, uma correlação negativa intermediária.
RENDA e INSTRUÇÃO apresentam um padrão de correlação diferenciado dos três primeiros citados. Partem de correlações "muito fortes" no ano de 1982, caem em 1986 para correlações "fortes" e apresentam em 1990 correlações "moderadas", demonstrando uma clara tendência de esvanescimento no padrão da correlação. Entretanto, pela existência de correlações negativas em todo o período e em todos os indicadores, não se pode afirmar que esta tendência declinante continuará. Apenas a observação das próximas eleições poderá confirmar a tendência declinante ou a estabilização em um patamar moderado, o que poderia caracterizar, para o caso do declínio, um realinhamento eleitoral.



4.2.1.2 - A Análise Bivariada do Bloco Ideológico-Eleitoral Moderado.



Correlação entre IDADE: Idade Média da população residente nos Estados da Federação e o Bloco Ideológico-Eleitoral Moderado.






QUADRO 6 Idade Média x Bloco Moderado