As Bases Sócio-econômicas dos Partidos Políticos no Brasil: 1982/90 (João Rêgo)
CAP.III- A HIPÓTESE E OS DADOS DA PESQUISA.
A produção intelectual, no país, sobre partidos
políticos, eleições e comportamento eleitoral no período
pós-79 tem sido bastante ampla, se comparada com os trabalhos realizados
sobre a etapa de 1945 a 1964. Entretanto, além de se verificar
uma preocupante heterogeneidade do ponto de vista da qualidade científica,
constata-se que apenas 21% de toda essa produção utilizou
dados quantitativos para apoiar suas descobertas.
A utilização dos dados, quer sejam os obtidos através
de surveys (pesquisa de opinião pública) quer sejam
os oriundos de resultados oficiais e outros dados agregados, representa
recursos fundamentais para a compreensão do objeto da pesquisa social.
No caso deste trabalho, os recursos utilizados são os resultados
eleitorais oficiais e os dados sócio-econômicos do período
da pesquisa, que vai de 1982 a 1990.
É necessário aprofundar um pouco a compreensão
a respeito dos recursos significantes que se pode obter dos dados agregados,
comparados com aqueles resultantes de surveys.
Inicialmente, o que se constata é uma distinta capacidade de revelar a mesma realidade político-social em níveis bastante diferentes e específicos. Com relação aos dados obtidos através de surveys sobre o processo político-eleitoral, estes são resultados da comunicação entre um entrevistador e o indivíduo, este último escolhido, na maioria das vezes aleatoriamente, para, junto a outros, representar o perfil do comportamento médio da população.
Normalmente, tais pesquisas têm como objetivo, retratar o momento
ex-ante as eleições com vistas a subsidiar os agentes
políticos em seu processo de decisão, durante a competição
eleitoral, ou manter o eleitorado informado, através da media,
sobre o desenvolvimento da campanha.
Assim, é possível captar com bastante confiabilidade,
como em um flash fotográfico, a opinião pública
sobre o processo eleitoral naquele momento. Essa pesquisa torna-se mais
eficiente ainda se for feita uma série de "ondas" de entrevistas,
possibilitando captar a dinâmica da opinião pública
ao longo do período pré(ou pós)- eleitoral.
Quanto aos dados eleitorais oficiais, estes representam a materialização
da decisão final do indivíduo sobre sua participação
no processo eleitoral. São dados que trazem o significado de todo
um amplo conjunto de determinantes sociais, ideológicos e pessoais.
Tais informações estão, portanto imunes a qualquer
tipo de influência que o entrevistador ou, até mesmo, a forma
de apresentar uma questão, como ocorre no caso do survey,
poderia exercer e porventura distorcer o resultado da opinião do
indivíduo. Isto sem considerar que esses indivíduos, podem
inclusive mudar sua opinião várias vezes ao longo de um mesmo
processo eleitoral.
Já o dados sócio-econômicos são, em parte,
obtidos por entrevista pessoal, através do censo, mas também
representam a pura constatação de uma realidade impessoal,
como é o caso dos índices de industrialização,
urbanização e renda per-capta, apresentando também
certas imunidades com relação à influência decorrente
da comunicação entre entrevistador e entrevistado, bem como
a própria volatilidade da opinião do respondente.
Quanto à confiabilidade dos resultados das pesquisas realizadas
com os dois tipos de dados, depende da habilidade do pesquisador em dimensionar
e elaborar o seu modelo de análise quantitativa, assim como da utilização
dos métodos e técnicas de processamento e análise
dos dados.
No caso desta pesquisa, que pretende fazer um estudo longitudinal sobre
as relações entre a estrutura sócio-econômica
e a distribuição dos votos no país, seria pouco prático
se trabalhar com dados através de surveys.
Vale distinguir esses dois tipos de dados, utilizando o conceito de estudos
macro e micro-orientados. Enquanto os dados agregados possibilitam uma
visão da realidade sócio-política e econômica
como um todo, dando portanto uma visão macro da dinâmica da
sociedade, estes porém, apresentam um fator restritivo, que é
o fato de não se poder fazer afirmações sobre o comportamento
dos indivíduos.
Já os dados de surveys possibilitam ao pesquisador penetrar,
através de um estudo micro-orientado, a captação da
pulsação do cotidiano da população.
Ambos são de grande utilidade, e, em certos casos, até imprescindíveis,
para a pesquisa social, ficando, portanto, a decisão de se utilizar
um ou outro tipo de dado a cargo do dimensionamento da pesquisa e da definição
de seus objetivos.
No caso deste trabalho, que tenta retomar a linha de pesquisa iniciada
por Aziz Simão, em 1956, identificando associações
significativas entre as bases sócio-econômicas da população
e a orientação subjetiva do voto dado pelos indivíduos
que compõem esta mesma população, decidiu-se pela
construção de um modelo quantitativo que fosse capaz de captar
essas associações ao nível mais amplo da sociedade
brasileira.
Assim, diferente de SIMÃO (SIMÃO, Aziz;1956) e LAMOUNIER
(LAMOUNIER,Bolívar;1978), que utilizaram como base empírica
os dados referentes ao processo eleitoral do Estado de São Paulo,
e ampliando um pouco mais o nível de análise desenvolvido
por SOARES (SOARES,Gláucio;1973), o qual dividiu o país
em Brasil desenvolvido e Brasil subdesenvolvido, decidiu-se, aqui, por
considerar o nível da análise a partir dos Estados da Federação
e considerar os Estados elementos de um conjunto integrado que teria suas
diferenças delineadas através do tratamento estatístico.
Esta pretende ser, portanto, a contribuição desta pesquisa
para o estudo dos partidos políticos no Brasil, uma análise
macro-orientada sobre as relações existentes entre as bases
sócio-econômicas da população residente nos
Estado da Federação e a orientação ideológica
do voto.
3.1 - A HIPÓTESE DA PESQUISA.
Foi com a experiência partidária de 1945 a 1964 que ocorreu
o efetivo florescimento de partidos políticos com abrangência
nacional e padrões ideológicos distintos, conseguindo, ao
longo do período, uma significativa consolidação junto
ao eleitorado.
Muitas são as pesquisas, como múltiplas são as
teses, que tentam compreender quais as principais relações
causais que determinaram a evolução do Sistema Partidário
Brasileiro naquela período, e principalmente, por que o mesmo não
foi capaz de resistir à traumática ruptura do processo político-democrático,
ocorrida em março de 64.
Algumas pesquisas detectaram uma tendência à multiplicação
dos partidos, possibilitando o surgimento de um ambiente favorável
à instabilidade política. Outros vêem nessa aparente
fragmentação do SPB 45/64 apenas um natural processo de "realinhamento"
eleitoral, decorrente das transformações sócio-econômicas
que a sociedade vinha sofrendo. Outros, por sua vez, perceberam que a polarização
entre partidos, com a postura "nacional-progressista", de um
lado e, do outro, os "conservadores-liberais", com o evidente
crescimento do primeiro na década de 50, teria sido a principal
causa da desestabilização do regime democrático em
64; e o mais recente (LAVAREDA;1991) demonstra que havia um evidente
processo de consolidação do SPB 45/64 .
Nosso objeto de estudo é o Sistema Partidário Brasileiro
no seu segundo momento de vida democrática. Surgido após
longo período de regime autoritário o sistema encontrou,
em 1979, uma nação, que, embora com problemas de natureza
econômico-social semelhantes ao período de 1945/64, principalmente
no que diz respeito à qualidade de vida da maioria da população,
era significativamente distinta do primeiro momento (45/64), especificamente
no que diz respeito à existência de uma infra-estrutura econômica
e uma modernização tecnológica de caráter regional
- integralizador. Citamos o exemplo do Sistema Nacional de Telecomunicações,
implantado durante o regime autoritário, que, além do papel
desenvolvimentista obtido com uma vasta rede de telefonia e transmissão
de dados, sobressai-se na cobertura com sinais de rádio e televisão,
possibilitando o atingimento de grandes massas populacionais, levando informação
a quase todo o território nacional.
Esta integração com certeza deu lugar ao surgimento de
um cenário político nacional bastante distinto do de 1945/64,
onde a discussão e o acompanhamento do próprio processo político
nacional e local entra cotidianamente na vida do cidadão.
O período do regime autoritário de 64 extinguiu o Sistema
Partidário que havia levado 20 anos para se consolidar. Em seu lugar,
o Estado, buscando legitimar-se junto à sociedade, criou, de forma
artificial, um Sistema Bipartidário "forçado",
o qual, apesar de todos os mecanismos jurídicos autoritários,
próprios de um regime de exceção, conseguiu, dentro
dos limitados espaços políticos "permitidos", manter
acesa a chama do desejo pelo retorno à democracia.
Pela recente experiência democrática que a nação
experimenta, é ainda motivo de relevante preocupação
a investigação de como se dá a evolução
dos partidos políticos no Brasil. Isto porque, mesmo após
as sucessivas eleições ocorridas entre 1982 e 1990, observa-se
que o regime democrático não foi capaz de produzir alterações
significativas na estrutura sócio-econômica nacional que possibilitassem
melhorias na qualidade de vida da maioria da população.
Esta aparente impotência vem causando um preocupante descrédito
da classe política junto à sociedade e criando um ambiente
politicamente desestabilizador do ainda embrionário processo de
consolidação da democracia.
Possuem os partidos capacidade de transmitir à sociedade, pelo
seu programa, seu discurso e prática política, um distinto
padrão de comunicação, capaz de ter sua relação,
nos eventos político-eleitorais, consolidada pela contínua
aceitação do eleitor confirmada através do voto dado
àquele partido?
Ou cada eleição tem especificidades, quer seja através
da personalização da política - líderes carismáticos
-, quer seja pelas demandas relevantes daquele episódio eleitoral,
sobredeterminando a identificação partidária entre
a sociedade e os distintos partidos?
Vem o Sistema Partidário Brasileiro, durante o período de
1979(82) a 1990, conseguindo consolidar-se através da identificação
partidária decorrente da comunicação dos partidos
com a sociedade? Ou cada eleição apresenta um quadro imponderável
e aleatório, não sendo possível identificar nessa
comunicação traços consolidadores, uma vez que a motivação
(ou desmotivação, já que o voto é obrigatório),
do eleitor tem outras causas que não estão, necessariamente,
determinadas pelas bases sócio-econômicas onde ele está
imerso ?
O objetivo desta pesquisa é compreender o Sistema Partidário
Brasileiro de 1979(82)/90 em suas relações causais com os
diversos padrões de desenvolvimento sócio-econômico
da sociedade brasileira, distribuídos pelos diversos Estados da
Federação.
Pretende-se verificar se existem tais relações - entre condições
sócio-econômica da sociedade e os resultados eleitorais -
e se estas indicam um padrão específico e contínuo
de identificação partidária, materializado na distribuição
dos votos, ideologicamente direcionados para os diversos partidos que compõem
o SPB 79/90. A comprovação desta identificação,
específica e contínua, entre sociedade e perfil ideológico
dos partidos, poderá ser traduzida como a existência de um
processo de consolidação estrutural dos partidos políticos
na sociedade brasileira em seu mais recente período de democratização.
A hipótese da pesquisa pretende explicar e solucionar o problema
acima apresentado, propondo que:
O Sistema Partidário Brasileiro, surgido em 1979, apresenta,
durante o período investigado, que vai de 1982 a 1990, um
relevante processo de consolidação estrutural na sociedade
brasileira. A consolidação do SPB-79(82)/90 se dá
através de uma relação entre a as bases sócio-econômicas
da sociedade e os diferentes partidos que o compõem, sendo esta
relação medida pelos significantes graus de associação
existentes entre os diversos padrões de desenvolvimento sócio-econômicos
dos Estados da Federação e os respectivos perfis ideológico-eleitorais
(classificados em partidos conservadores, moderados e progressistas) de
cada Estado, resultantes da distribuição dos votos obtidos
durante as eleições ocorridas no período.
Será esta hipótese que se procurará demonstrar
no CAP.IV - A DEMONSTRAÇÃO DA HIPÓTESE-. Antes
porém, será apresentado o próximo item 3.1- Os
Dados da Pesquisa -, em que serão relacionadas todas as fontes
onde os mesmos foram obtidos, bem como a sua classificação.
3.2 - OS DADOS DA PESQUISA.
Para viabilizar a demonstração da hipótese apresentada
no item anterior, faz-se necessário obter dados de dois universos
distintos.
O primeiro é o dos dados sócio-econômicos, com os quais
serão construídos indicadores sociais cujo objetivo é
representar os diversos padrões de desenvolvimento sócio-econômicos
das unidades da Federação.
O segundo refere-se aos dados eleitorais, que são os votos consignados
a cada partido. Neste caso, foi feita a opção de trabalhar
apenas com os votos obtidos por cada partido, uma vez que a hipótese
centra sua atenção na comunicação ou identificação
partidária entre a sociedade e os partidos políticos, não
entrando no mérito da distribuição parlamentar.
Os dados eleitorais representam um dos momentos mais significativos para
a compreensão do processo político em uma sociedade democrática,
pois é nos eventos eleitorais onde se materializa a retroalimentação
da comunicação existente entre a sociedade e a elite política,
dando forma às relações político-ideológicas
de uma sociedade e moldando a estrutura do poder político.
Confiando no poder explicativo dos métodos quantitativos decidiu-se
caminhar por este terreno, com a preocupação principal de
identificar traços que indicassem os aspectos da consolidação
estrutural dos partidos políticos no cenário político
nacional no momento pós-regime autoritário. Assim foi dimensionada
esta pesquisa.
Destaque-se ainda, que, trabalhando com dados secundários, não
se fica à mercê de informações colhidas através
de pesquisa de opinião, muito úteis para auxiliar os atores
políticos no processo decisório durante as eleições,
mas portadoras de certas fragilidades, principalmente por retratarem apenas
uma situação específica em um dado momento, e não
o efetivo resultado obtido após a tomada de decisão do eleitor
quando deposita o voto na urna.
Trabalhar com os indicadores sócio-econômicos e com os votos,
no caso desta pesquisa, é tentar conseguir interpretar o momento
ex-post os eventos eleitorais, mapeando a ocorrência
do importante processo coletivo de identificação partidária
entre a sociedade e os partidos políticos.
Com a construção de indicadores claramente definidos,
é possível entender a formação da sociedade
sob o ponto de vista da sua dinâmica política e social. É
objetivo da pesquisa demonstrar que existe uma associação
entre esses dois universos, sem deixar de reconhecer que há, nesta
relação, uma causalidade que trafega em duplo sentido, isto
é, à medida que a sociedade atinge elevados padrões
de desenvolvimento sócio-econômico, certas necessidades básicas
vão sendo atendidas e novas demandas políticas vão
surgindo, e estas, por sua vez, à medida que vão se cristalizando
na sociedade, através de um processo de retroalimentação,
vão exercendo influência no sistema político de decisão,
e, conseqüentemente, moldando o próprio desenvolvimento sócio-econômico.
Por motivos de limitação de recursos e do tempo disponível,
trabalhar-se-á apenas para identificar a influência exercida
pelos indicadores sócio-econômicos na estrutura política,
ou seja, será aqui investigado apenas um sentido da associação.
Para construirmos os indicadores que representarão a evolução
do universo sócio-econômico, ao longo do período da
pesquisa, utilizar-se-ão os dados da PENAD - Pesquisa Nacional de
Amostra por Domicílios -, realizada anualmente pelo IBGE- Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística. São dados que retratam
a evolução social e econômica da sociedade brasileira,
sendo obtidos por ampla amostragem a nível nacional, e que, pelo
seu tamanho, permitirá trabalhar-se na aplicação dos
modelos estatísticos, considerando tais informações
como dados reais da sociedade brasileira.
OS DADOS SÓCIO-ECONÔMICOS:
1982
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar - Goiás, Distrito Federal,
Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São
Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Os dados da PENAD nos Estados restantes foram obtidos através de
projeção gráfica, utilizando os dados de 1983, 1984,
1985, 1986, 1987, 1988. Este método de projeção foi
o indicado pelos técnicos do IBGE-Rio de Janeiro após confirmar-se
que a PENAD de 1982 não incluiu estes Estados na pesquisa.
1983
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 5.-Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1984
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 5. - Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1985
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.9 - Tomo 5. - Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1986
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.10 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.10 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.10 - Tomo 5. - Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1987
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.11 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.11 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.11 - Tomo 5. - Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1988
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.12 - Tomo 3.- Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.12 - Tomo 4. - Maranhão,
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Vol.12 - Tomo 5. - Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
1989
Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar - Corpo Básico - Amazonas,
Pará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás Distrito Federal,
Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba,
Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo,
Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul.
1990
Os dados da PENAD de 1990 foram obtidos através de projeção
gráfica, utilizando os dados de 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987,
1988. Este método de projeção foi o indicado pelos
técnicos do IBGE-Rio de Janeiro após confirmar-se que a PENAD
de 1990 ainda não estava concluída.
OS DADOS ELEITORAIS
Ocorreram, durante o período de 1982 a 1990, eleições
nos anos de 1982,1985,1986,1988,1989 e 1990. Entretanto, foram escolhidas
para representar a evolução do processo político eleitoral
do período da pesquisa apenas as eleições de 1982,
1986 e 1990. O critério desta escolha foi devido ao fato destas
apresentarem categorias semelhantes da disputa eleitoral, evidenciando
sua utilidade para o próprio objetivo da pesquisa, que é
investigar longitudinalmente as relações entre estrutura
sócio-econômica e identificação partidária.
Todos os dados foram obtidos através dos boletins oficiais do TSE
- Tribunal Superior Eleitoral -, os quais estão relacionados a seguir:
1982
Tribunal Superior Eleitoral - Dados Estatísticos 14º Volume
- Tomo I - Eleições Federais, Estaduais e Municipais.
1986
Câmara dos Deputados e Tribunal Superior Eleitoral . Eleições
de 15 de Novembro de 1986. Candidatos e votos obtidos: Senadores, Deputados
Federais, Governadores, Vice-Governadores, Deputados Estaduais e Suplentes.
Publicado pelo Centro de Documentação e Informação
da Câmara dos Deputados.
1990
Tribunal Superior Eleitoral.- Coordenação Geral de Informática.
Candidatos e Votos para Governadores,Senadores, Deputados Federais e Deputados
Estaduais.
Devido ao fato de o TSE ter apenas apresentado os votos dos governadores
eleitos em 1990, só foi possível trabalhar com os votos de
Deputados Federais e Deputados Estaduais em todos os três anos de
eleições utilizados na pesquisa.
Mesmo reconhecendo que a evolução dos votos para governador
representa uma perda de informação, observa-se que os votos
para deputados estaduais e deputados federais são suficientes para
identificar os diferentes padrões de associação entre
os indicadores sócio-econômicos e os diferentes Blocos Ideológico-Eleitorais.
Será com estes dados que se construirão as variáveis
do modelo quantitativo da pesquisa, modelo este que, aplicado ao objeto
em estudo, descortinará o SPB 79(82)/90 em três níveis
de análise: a análise bivariada, a análise da regressão
múltipla e a análise de trajeto.