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O Museu do Homem do Norte (MUHNO) é fruto, em última análise, da preocupação do sociólogo e escritor Gilberto Freyre com o estudo científico e multidisciplinar das condições de vida do "homem situado" nas áreas tropicais brasileiras.
O ano de 1983 marcou o início do processo de implantação do Museu do Homem do Norte. Foi ele, porém, inaugurado em 13 de maio de 1985, ocupando um prédio cedido pela Prefeitura de Manaus, à Av. Sete de Setembro, 1385, que outorga abrigava o Corpo de Bombeiros da capital. Permanece nesse sítio até hoje. Recentemente, o referido prédio passou por uma reforma interna e por restauro de sua fachada. Isto seguramente irá ampliar o âmbito de sua atuação, inclusive no que concerne a uma maior comodidade aos seus usuários. A exposição permanente do Museu do Homem do Norte oferece ao visitante uma visão integrada da sociedade regional, destacando a grande diversidade que a caracteriza e a permeia. Seu acervo composto de cerca de três mil peças constitui uma amostragem do "mundo" amazônico: de que suas populações se ocupam, como se alimentam, quais os seus festejos e objetos lúdicos, como se medicam, que produtos extraem da floresta e do solo, como se locomovem, etc. Além disso, na qualidade de um museu ativo, ele tem procurado colocar os seus serviços à disposição da comunidade, seja no que respeita ao seu acervo bibliográfico, seja através de exposições temporárias e itinerantes em apoio a manifestações culturais e/ou para repasse de conhecimentos e informações científicas e culturais. O Museu tem dedicado uma atenção especial ao público jovem, principalmente aos estudantes de 1° e 2° graus. Presentemente, a sua exposição permanente está passando por um processo de reformulação e atualização. Está, assim, preparando-se para melhor acolher o público que o visita, inclusive o estrangeiro. Entre as novas facilidades que serão postas à disposição, mencionam-se roteiros sonorizados em línguas estrangeiras, acesso a meios audio-visuais e a Internet, lojinha de "souvenirs", biblioteca e sala de leitura, sessões de debates, etc. Enfim, a evolução histórica do Museu segue uma tendência que premia a atualização técnico-científica e a modernidade. |
