Fotos do acervo da Iconografia da FJN

 
    FILOSOFIA
      A José Pereira de Araújo - "Doutorzinho de Escada"

   Hora de comer, - comer!
   Hora de dormir, - dormir!
   Hora de vadiar, - vadiar!

   Hora de trabalhar?
   -Pernas pro ar que ninguem é de ferro!


CRONOLOGIA

1895 - Nascimento do poeta em Palmares (Pernambuco), a 9 de maio. Filho da professora Maria Luiza Gonçalves Ferreira e do comerciante Antonio Carneiro Torres.

1906/1907 - Curso primário feito em Palmares, onde passou quase toda a infância. Foi menino endiabrado e resistente à cartilha da Professora Maria Luísa, sua mãe.

1908/1910 - Emprego na casa do padrinho Joaquim Ribeiro, armazém "fora de portas", e primeiros contatos com boiadeiros, tangerinos, almocreves, a massa rural, enfim, cujos aspectos de vida se tornariam depois o tema mais forte de sua poesia.

1911 - Agitação política em Pernambuco. Dantas Barreto vem alijar o rosismo e Ascenso fica com os "marretas", designação dos rosistas, numa atitude de gratidão a Gonçalves Ferreira. Ano também da publicação do seu primeiro trabalho literário "Flor Fenecida".

1912/1913 - Primeiros sonetos parnasianos. Divulgação, na imprensa de Palmares e do Recife, de alguns desses sonetos e ainda baladas e madrigais.

1914 - Soneto "Pela Paz" que mereceu referências elogiosas da imprensa e carta do Min. Oliveira Lima.

1915 - Emprego na Prefeitura de Palmares.

1916 - Fundação de uma sociedade literária, com Barros de Carvalho, Fenelon Barreto, Barros Lima, Antônio Freire, Artur Griz e Carlos Rios.

1919 - Vinda para o Recife, a fim de fazer concurso para o Tesouro do Estado.

1921 - Casamento com Maria Stela, a bonita filha do "coronel" Griz, do Tesouro do Estado.

1922 - Conhecimento com Souza Barros na Academia de Comércio. Publicação do soneto "Adeus", "Eu voltarei ao Sol da Primavera". Primeiros encontros com Osório Borba e Benedito Monteiro no "cenáculo" da Lafaiete.

1923/1924 - Encontro com Joaquim Cardozo que, com Benedito Monteiro e Câmara Cascudo, teriam influência na orientação moderna do poeta. Aproximação com Gouveia de Barros e Aníbal Fernandes. Passagem de Guilherme de Almeida pelo Recife, que aprecia os seus trabalhos e o incentiva. Publicação de "Salomé", que o grupo de Joaquim Inojosa aceitou como modernista, mas que ainda era, no entanto, romantismo puro. Declama pela primeira vez, na Faculdade de Direito, poemas modernos.

1926 - Contatos com o Grupo Modernista de Joaquim Inojosa e com o Grupo Independente da Revista do Norte.

1927 - Publicação de Catimbó, pelo Grupo da Revista do Norte, com ilustração de Joaquim Cardozo. Ida de Manuel Bandeira ao Recife, onde travou largos contatos com o poeta.

1928 - Aproximação com Mário de Andrade.

1929 - Primeira viagem ao Rio e São Paulo. Segunda edição de Catimbó.

1930 - Mário de Andrade volta ao Recife, sendo hóspede de Ascenso.

1931 - Reencontro com Luiz Luna, que andou com o poeta por bares e pensões do velho Recife.

1934 - Participação no Congresso Afro-Brasileiro.

1939 - Publicação de Cana Caiana.

1942 - Trabalhos e pesquisas folclóricas estimulados por Souza Barros, para a revista Arquivos, da Prefeitura do Recife.

1946 - Terceira viagem ao Sul, com Lula Cardoso Ayres.

1947/1950 - Alguns poemas novos, refletindo aspectos da Segunda Guerra.

1948 - Nascimento de Maria Luíza, filha do poeta.

1951 - Edição de luxo dos poemas da fase modernista organizada por Souza Barros e incluindo Catimbó, Cana Caiana e Xenhenhém (prefácio de Manuel Bandeira).

1953/1954 - Aparecimento da edição popular (período 1922-1953), também organizada por Souza Barros.

1955 - Publicação (por Souza Barros) do poema "O Poeta Anormal", em folhas soltas. Participação no Congresso de Escritores em Goiânia, onde fez amizade com o poeta Pablo Neruda.
Participa da campanha presidencial de Juscelino Kubitscheck, de quem era amigo particular.

1959 - Publicação do poema "Papai-Noel".

1963 - Edição das Obras Completas, pela Jose Olympio Editora.

1964 - Agrava-se o estado de saúde do poeta, que leva a vida entre o hospital e os cuidados da família.

1965 - Morte do poeta, em 5 de maio.

Os engenhos da minha terra
O trem de Alagoas